Na semana do casamento, a menstruação chega e causa um verdadeiro desespero na noiva, que aos prantos resolve ir desabafar com a mãe: “Que azar, logo na semana do meu casamento estou nesta situação. Sou uma desgraçada! Como vai ser a lua-de-mel? O meu futuro marido vai-se passar!”. Ao ver a situação da filha, a mãe resolve ir falar com o noivo, afim de a tranquilizar. O jovem, rapaz de boas famílias da Amareleja que estudou em Coimbra, diz: “Mas, Dona Maria, diga à sua filha para não se preocupar com isso, são coisas que acontecem sem aviso prévio. Pode até ser por uma questão nervosa. A senhora pode ir para casa tranquila e, por favor, diga à sua filha que o ocorrido é um mero detalhe comparado ao nosso amor. Diga-lhe ainda que nesses dias ficaremos apenas dedicados ao Amor Platónico!”. Aliviada, a sogra volta para casa rapidamente para acalmar a filha, dizendo-lhe: “Filha, olha, fui falar com o teu noivo e ele compreendeu a questão. Ah, e disse também que nesses dias vocês iam ficar só pelo Amor Platónico!”. Quando a mãe já estava a sair do quarto, a filha perguntou: “Mãe! Mas o que é isso do Amor Platónico?”. A mãe responde: “Também não sei o que é filha. Mas, por via das dúvidas, lava bem o rabiósque e escova bem os dentes!”.
Esse tal do Amor Platónico no Alentejo
